Clésio Escoobar esclarece beefs entre RFG e Atlanta 366.

“Clésio Escoobar esclarece beefs entre a RFG e a Atlanta 366”

Na semana passada publicamos a entrevista com os ” Atlanta 366″ na qual, abordou-se diversos temas da actualidade, inclusive a actual situação da nova era do Hip-Hop. Em uma das rubricas questionámo-los sobre a sua opinião quanto à um dos grupos da sua cidade (R.F.G), na qual a maioria teve uma uma opinião negativa sobre o grupo.

Diante das reacções polêmicas tivemos uma pequena conversa com “Clésio Escoobar”, integrante do grupo acima citado, o artista contou-nos um pouco da sua versão da história em relação aos desentendimentos entre “Atlanta 366 VS Rap Furious Gang”.

Clésio Escoobar esclarece beefs entre RFG e Atlanta 366
RFG

Mas abaixo, poderá visualizar a versão do artista acima mencionado. Salientamos que o conteúdo inclui termos ofensivos, e que não estamos alimentando nenhum tipo de coisa, apenas fazendo o nosso trabalho de informar e entreter.

Clésio Escoobar, é um Rapper de 21 anos de idade, que actualmente reside na província de Luanda, este que é um dos integrantes do grupo Rap Furious Gang – R.F.G!

Perguntas e Respostas

Existe rivalidade entre Atlanta 366 VS R.F.G ?

Existe sim, mas outrora foi mais intenso. Estamos calmos mas eles insistem em cutucar a onça com vara curta.
Clésio Escoobar

Conte-nos como começou, o que levou a isso?

Bro, essa merd* do beef existe muito antes deles serem quem são, deles serem a Atlanta, eu sempre digo uma coisa, a R.F.G. criou Atlanta. Quando eu, Clésio Escoobar, estava em desavenças com o Ladz não existia a Atlanta, eu tinha desavenças com ele no sentido de mandar linhas e tal só que surgiu um determinado momento em que eles lançam uma música intitulada “Chefes”. Tudo bem não eram um grupo ainda, eles lançaram a música e teve a repercussão que teve, é bom sermos sinceros e nessa mesma música eles estavam com ego bué acima da média, era normal que abalasse alguns fazedores de Hip-Hop na nossa província (Huíla) naquela altura, mas eu desconhecia esse desejo de querer mandar um som pra eles, eu nem ligava para isso eu fazia o meu work na boa, porque não venho a trabalhar de agora, não são mais uns putos novos que vão tentar desviar o meu foco, eles lançaram um som e tal, na boa, acho que teve uma média de cinco respostas. Bué de niggas começaram a bombardear com beefs e tal, eu nem liguei nem nada e para ser sincero, eu nem sequer ouvi a música. Quando a música estava a bater e a ter bastante repercussão, eu nem sei se eu ouvi. O “Ema-S” fazia parte do meu grupo, que agora é CEO dos Banguers, o Ema-S, já tinha algumas desavenças com eles, acho que com o Mendes AT ou o Ladz, não sei bem, ele já tinha algumas desavenças.
Clésio Escoobar

O que se passou?

O que se passou é o seguinte, tendo o Ema-S algumas desavenças com esses rapazes e sendo ele do meu grupo, se sentiu na obrigação de responder o beef dos niggas, que era o “Chefes” e que nem era um beef diretamente para nós, mas recordando que eu já tinha algumas desavenças com o Ladz, apenas com o Ladz, porque os outros nem conhecia, mano, eu nem conhecia. Então, eu, os meus niggas e tal, estávamos no booth e tal. O Ema-S chega e diz, vamos responder aqueles gangsters, nos mandaram um beef, e eu e mais três dos meus niggas, sem ouvir a música deles, fizemos a cena, eu lembro que na altura lançamos “Chefes dos Chefes”, depois de nós gravarmos a nossa cena, eu ouvi a cena deles, e eu vi que não tinha sequer nenhum beef dirigido, mas eu vi como é que o tripping dos putos estava bué elevado, mano juntei o útil ao agradável, já não estava consciente com o puto Ladz, por cenas antigas, não vou estar a explicar, porque é muita cena e ele já sabe, e o problema aqui é “R.F.G e Atlanta 366” e não “Clésio Escoobar e Ladz”, então é o seguinte, mandamos a cena, fizemos o mambo acontecer e o nosso beef, a nossa resposta teve quase que a mesma repercussão do som deles que é “Chefes”, porque nós lançamos o Chefe dos chefes. Então, eles se sentem tipo, “esses niggas tiveram a nível, os niggas mostraram mesmo que o level é outro”.
Clésio Escoobar

O que aconteceu depois?

Então o quê que acontece, depois disso o Mendez AT e os amigos ficaram a mandar muitos outros beefs e eu me ausento dessa cena porque não tinha nada com eles, quem começa a responder os beefs é o Ema-S, e eu tipo não tenho nada com esses gangsters, não me chega nada, mas um dos membros continua a ter beefs com eles, mesmo depois do membro que tinha beefs com eles sair que é o Ema-S, ele sai, mas eles continuam mandando indirectas. Porra, eu sou um tipo de nigga que não leva desaforos para casa, eu tinha um problema com o Ladz então, vamos resolver essa cena, vamos fazer acontecer essa cena e pronto.
Clésio Escoobar

O que fez depois disso?

Lancei a promo do meu EP “Nicotina” que, modéstia a parte, foi o melhor, EP de 2018 acho que sobre isso não resta dúvidas à ninguém, eu convidei o “Alby Killer” que também já não estava consciente com algumas atitudes de certos membros da Atlanta por causa do ego, isto é uma disputa de egos, isso é rap, o rap game tem disso, uma disputa de egos. Você não pode chegar na quebrada, e dizer que és o mais mau, – és o mais mau como, se eu estou aqui. Se tu és o mais mau, eu sou o quê? Cada um defendia, o que é dele, cada um defendia os direitos dele. A tropa estava a defender os nossos direitos. Então, cada um tinha que provar, mano, isso é o game, o rap é assim. Então, eu lancei o título, Não temos problemas e foram beefs direccionados ao Ladz, sem curva nenhuma, mas foram direcionados para o Ladz.
Clésio Escoobar

Eles responderam?

Depois disso eles respondem e o Ladz nem sequer respondeu, quem respondeu a gente foi o GS e Mendes AT, os dois, pessoas que eu nem sequer conhecia, quer dizer o GS eu conhecia assim de vista porque frequentava lá o booth do Ladz e eu já cheguei de gravar algumas cenas com um meu tropa, que nesse momento está no Huambo, o “Kivan”, que também fez parte do ex grupo do Ladz, não sei se até agora existe. Então, eu conheço o GS porque fez as backs de alguns dos meus sons, o puto estava bem fã, fez as backs do meus sons da minha primeira mixtape, mas não liga muito isso.

E o Mendes AT, eu conhecia porque ele foi meu colega, e lá na faculdade, depois deles lançarem as duas respostas, eles lançaram e eu lhe disse, « mano, eu não quero-te a ti, tu não me dizes nada como rapper, és uma boa pessoa, não tenho nada contra ti, como pessoa, mas como rapper para mim, eu não consigo te sentir, você não pode me obrigar a sentir, eu não consigo te sentir », a minha cena era com o Ladz, mas eles se meteram, e eu sozinho, quer dizer eu e o Alby, ele nem sequer era do meu grupo. O Alby e eu mandamos a cena, eles lançaram duas respostas, depois eu e o Alby voltamos ao estúdio, mandamos o Xeque-Mate, Xeque Mate foi o sucesso que foi eles viram que estavam a perder o peso todo mano. Estavam a perder o peso todo, estavam a ficar flácidos porque vim com um tipo de rap que sinceramente no Lubango ninguém estava a fazer, nós cantávamos, nós éramos fúteis, fúteis no verdadeiro sentido da palavra, mas era um tipo de futilidade que a gente conseguia mostrar.

Depois do Xeque-Mate, o Délcio DH lança, “Perigoso” eu me senti obrigado a responder sozinho, lancei “Altamente perigoso”, teve a repercussão que teve mano, está aí, é uma questão de links, podes ver os links, podes pedir para eles mandarem os deles, e vais ver a diferença de Levels, vais ver que as músicas deles em momento nenhum tiveram ao nível das nossas e o people estava a ver isso. O people do Lubango estava a ver que a gente estava a dar porrada nisso tudo e por fim, o Ladz lança o “The End”.
Lançaram quatro músicas de quatro niggas diferentes e nós lançamos quatro músicas e apenas uma pessoa que era eu, não, duas músicas minhas a solo e duas músicas com o Alby, a última música que eu lancei foi o “Certidão de Óbito”, foi para encerrar os beefs mano. Foi para enterrar o Ladz de uma vez por todas.

Agora, quando dizem que o meu grupo faz beefs com esses gangsters para ganhar audiência, mano, qual é o tipo de audiência que Atlanta dá? Que tipo de audiência a Atlanta dá? Mano o meu penúltimo som tem onze mil e tal plays, o meu último em dois meses está a caminho de não sei quantos plays mano, ou não preciso, ou melhor nenhum do meu grupo precisa de audiência bro, o grande problema é que esses putos são moralistas sem moral, eles gostam de se fazer passar por vítimas, nós somos os vilões da história e tal, só que o que eles não sabem é que a tropa já está habituada a ser os vilões da história, nós não só fazemos o rap, nós vivemos, nós vivemos mais o rap do que fazemos, eles sabem muito bem disso, nós a partir do momento que tu estás em beef connosco, é beef na música e pessoalmente, a tropa parte-te a cara e prontos e eles sabem muito bem disso, por isso que eles estão sempre de bico calado quando estão connosco pessoalmente, e nas redes mandam bué de boca como na entrevista que vocês fizeram para eles.
Clésio Escoobar

O que eles são para si?

São putos, não passam de putos para nós, no rap, na idade, tudo, para nós são putos. Eu falo pelo meu grupo, o meu grupo não tem tempo para estar a mandar vários beefs para esses gangsters. A tropa é curta e objetiva, a gente retrata as streets, nós somos gangsters, nós fazemos rap puro, trap, tudo.
Clésio Escoobar

Antes do beef, bem antes, existia amizade?

Amigos, amigos, não, amigos não, conhecidos, frequentava o biva dele, do Ladz nesse caso, porque eu tinha um colega o Kivan, que fazia parte do grupo deles e que era produtor e o booth ficava na casa do Ladz.
Clésio Escoobar

O que levou exatamente a tudo isso?

Isso tudo começa praticamente quando eu dou uma linha, uma linha numa das minhas músicas em que eu disse “Lançam volume 2 de merdas que aqui no game não batem”.
Clésio Escoobar

As linhas não foram para a Atlanta 366?

Naquela altura, o grupo deles estava para lançar o volume 2 de uma determinada mix, então eles interpretaram como se fosse para eles, mas não era, e aí desencadeou uma merd* atrás de merd**.
Clésio Escoobar

ATT: Relembramos que na entrevista à Atlanta 366 vários dos integrantes, deram nota 0 à R.F.G, explicando os motivos, dizendo:

“É um grupo que tem já alguns anos de estrada e deviam focar mais no trabalho deles.
Fazer mais músicas para eles e os seus ouvintes e menos músicas com sentimentos negativos (Beef).
Arranjar outros meios de ganhar audiência. Eu digo isso porque numa época em que nós marcávamos os primeiros passos da nossa carreira, a RFG do nada procurou intrigas connosco, sem justificação nenhuma, nós não tínhamos nada contra eles, e de repente eles começaram a nos citar em músicas, e eu não vejo outro motivo para isso a não ser procurar audiência.
Landi Maluth

Clésio Escoobar argumentou dizendo:

Isso é tudo fake, primeira coisa, quem é o Landi para comentar sobre o beef? Uma coisa é você ver de longe, outra é sentir na pele, mas é normal o que ele está a falar, está a defender o grupo dele, puxando a brasa para a sua sardinha é normal isso acontecer.

Mas agora, dar nota 0 para a R.F.G, a quem eles dariam cinco estrelas? Essa é a minha pergunta, a quem eles dariam cinco estrelas, mano estamos a interpretar muito mal, o meu grupo pensa grande, o meu grupo sonha grande, enquanto uns estão a lutar para ser os maiores do Lubango, o meu grupo toca noutras áreas, se eu dizer que o meu grupo toca mais em Luanda do que no Lubango, vocês não vão acreditar em mim. Eles estão focados muito no Lubango, e pelo nosso foco, não estar aí, eles pensam que nós não estamos presentes, estamos a pensar longe, muito longe, ah não “para nós não sei lá o quê, disse beef, a RFG manda beef, deveriam estar a lançar mais músicas ou quê” … ouçam a nossa mixtape, que vocês ouvindo a nossa última mixtape vai passar mais de cinco, dez anos, a Atlanta 366 nunca vai lançar uma mixtape comparada àquela, nunca.
Clésio Escoobar

O ponto Audiência?

Voltando ao ponto da audiência, a partir do momento que você nota, acho que até você mesmo que esttá me entrevistando, você nota que várias vezes eu fui comparado a um grupo, várias vezes o Alby foi comparado a um grupo, mano, eu sozinho, entro na batalha com a “Atlanta 366” na boa, e levo de tudo, imagina com o meu grupo, eu acho que as lives no Insta estão a deixar os putos confusos, as lives com 13 pessoas a assistirem, dez, nove, mas nos sons têm mil e tal plays, está a deixar os putos confusos.
Clésio Escoobar

Vocês consideram-se o grupo actualidade?

Nós somos o único grupo, o único grupo, que não se aliou a ninguém, nós não criamos comunidade nenhuma, nós não não procuramos nos juntar à vários tropas, não procuramos isso, mano, nós sozinhos construímos uma carreira mano. O nosso gráfico é estável. Nós começamos a cantar em 2012, até hoje ninguém esquece a RFG.
Clésio Escoobar

Acompanhou bem a entrevista ao grupo oposto?

Acompanhei sim.
Clésio Escoobar

Argumente sobre a opinião de Landi Maluth, quanto à RFG.

O Landi é desnecessário no game, para eles é necessário, é claro, só para falar essas bull shi**, porque ninguém deles tem coragem pra falar. O Landi é a pessoa que eles usam para falar essas shi**, porque nem mesmo eles acreditam nessas shi** que o Landi falou.
Clésio Escoobar

Se fosse para aconselhar um membro da “Atlanta 366” deixar de cantar, quem seria?

Como todo grupo, há sempre um nigga que brilha mais, não sei se eles conseguem perceber no meio deles quem mais brilha, quem canta mais, mas isso acontece em todo grupo. Ninguém está no mesmo nível, e no grupo deles sinceramente o Gabrielson GS é o mais podre, mas nem todo mundo diz, isso é normal. Se eu não digo isso, porquê que eles têm que dizer quem é que canta mais no meu grupo.
Eu não digo que o Mendes AT é podre, eu não digo que o DH canta mais do que eles todos, eu não digo, mas porquê que eles têm de dizer que na RFG só dois ou três cantam bem, WTF, estás a entender como é que esses putos são moralistas sem moral?

Eu sou o tipo de nigga que acompanha o game, eu seria injusto em dizer para alguém deixar de cantar, porque as pessoas têm a fase de evolução. Mas é o seguinte, é muito ego para o GS, ele não canta nem um terço para ter o ego que tem, se fosse obrigatório, eu pedir para alguém, ou ordenar alguém para deixar de cantar e que fosse do grupo deles, seria o GS.
Clésio Escoobar

Ouça respostas do beef feito pela RFG:

E o Lifestyle?

Totalmente diferente, quem teve oportunidade do pausar com a RFG deu conta que nós temos um lifestyle extremamente street, nós somos rappers, nós somos rappers no verdadeiro sentido da palavra, esses putos não vivem e não sabem nada de rap, são rappers mesmo só do booth.
A tropa enfrenta e eles sabem muito bem disso, a tropa consegue pausar, a gente se sente confortável nos dois lados, quando for para mostrar tábua, novinhas a gente mostra, quando o assunto for dr*g**, e o caralho a gente tem para todos, por isso é que o povo gosta da RFG, porque a RFG está com o povo, é o que digo sempre “esses putos estão com os amigos deles e a RFG está com o povo”.
Clésio Escoobar

Clésio Escoobar, durante a conversa esteve extremamente nervoso, o artista deu a sua versão da história e disse também que quis mostrar ao público o que sente, o que acha e a verdade.
Abaixo poderá conferir outras questões direcionadas ao artista.

Pensam em mandar beefs dentro de música ou nem por isso?

Já passamos dessa fase, tudo que era para provar, a gente, já provou e o people já está consciente que os putos não estão a nível. Para quê lançar mais um novo som? Eles podem lançar um novo som e nos beefar, nós vamos ir buscar os mambos que estão na playlist antiga, vai ficar tipo estamos a lançar cenas novas porque nunca vão conseguir superar aquilo que lançamos noutrora.
Clésio Escoobar

O que deseja para Atlanta 366?

Eu desejo a eles muita sorte na carreira, vão precisar.
Clésio Escoobar

Daqui há algúm tempo, um tempo longo, podemos esperar feat com um dos gangsters?

20.000Kzs é o valor do feat para estranhos, é só me pagarem que eu trabalho na boa.
Clésio Escoobar

Assim foi a conversa com Clésio Escoobar. O artista explicou à Angola a sua versão.
Entrevistado e editado por Kaiser Eduardo, monitorado por Balctor Mendonça.

Acompanhe a entrevista à Atlanta 366 aqui:

Entrevista à Atlanta 366: “Somos o melhor grupo do Lubango”

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